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Parábola do Semeador
por Eliseu
Porto
Quem trabalha com Marketing de Rede faz apenas duas coisas: vende
os produtos de alguma empresa e convida outras pessoas a fazerem parte
do negócio. Resumindo, isso é um negócio de duplicação
de vendas a varejo por um canal de distribuição direta.
E a grande
promessa do Marketing de Rede é: “faça o que for
necessário para conduzir seu negócio com sucesso e ficará
rico além de suas expectativas mais otimistas, com todo o tempo
disponível do mundo para gastar seu dinheiro”. Nenhum
outro tipo de negócio lícito tem um potencial tão
grande como esse.
Porém,
muitos distribuidores de Marketing de Rede não ficam tempo
suficiente no negócio para saber se seriam bem-sucedidos ou
não. Esse artigo é para aqueles que acreditam no negócio
e na empresa na qual trabalham e estão dispostos a colecionar
uma enorme cota de “nãos”.
A parábola
que vou contar não é da minha autoria, peguei emprestada
do meu melhor amigo, Jesus Cristo. Ele a usou como comparação
do reino de Deus, mas se aplica perfeitamente ao nosso caso.
“Eis
que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente
caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e comeram-na.
Outra
parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo
nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, vindo o sol,
queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra
caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra
caiu em boa terra, e deu fruto; um a cem, outro a sessenta e outro
a trinta”.
Nós
somos os semeadores, a semente é a empresa na qual trabalhamos,
e a terra são as pessoas com as quais compartilhamos a oportunidade.
A semente
que caiu ao pé do caminho é aquele que convidamos para
uma reunião da empresa, ele comparece, gosta do que vê,
mas não se decide no momento. No dia seguinte, você liga
para saber da decisão e ouve: “Sá que qué,
a prima da manicure da minha cunhada disse que esse negócio
é uma fria; ela sabe de gente que perdeu muito dinheiro com
isso. Mas, de qualquer forma, brigado pelo convite”.
A semente
que caiu em pedregais é aquele que assiste à apresentação
e fica super entusiasmado: “Cara, vou ficar rico com esse negócio!
Venho procurando algo assim há tempos”. Encomenda um
pouco de produtos, oferece para alguns parentes e amigos, e eles não
compram. Daí ele pensa: “bem, talvez eu não precise
vender, vou botar meus amigos no negócio, eles vendem e eu
ganho as comissões”. Os amigos ouvem a proposta e perguntam:
“É mesmo? Isso dá dinheiro? E quanto você
já ganhou”? Um mês depois está fora do negócio.
A semente
que caiu entre os espinhos é aquele assina o cadastro, encomenda
os produtos, mas nunca sai para trabalhar nem comparece aos treinamentos.
Acorda às 10h, olha pela janela e pensa: “Não
sei não, mas acho que vai cair um toró. Melhor ficar
em casa e organizar meu estoque”. A empresa oferece um treinamento
incrível, com os melhores, no domingo. Você liga para
ele e ouve: “Quê? Cê ta louco?! No dia do jogo do
meu Coringão? Tô fora”!
A semente
que caiu em boa terra são aqueles que falam com pessoas sobre
os produtos e a oportunidade todos os dias; vendem todos os dias;
comparecem a todos os treinamentos importantes e ligam para você
toda semana perguntando o que fazer para melhorar os resultados.
Uns apenas
constroem uma base sólida de clientes, pois já são
apaixonados pela carreira que têm, mas querem uma renda extra.
Outros
fazem isso, e também ensinam alguns amigos fazer o mesmo, e
estão felizes, embora sem muitas pretensões.
Outros
se tornam empresários bem-sucedidos, proporcionando a você
o que está escrito no segundo parágrafo.
A pergunta
que você precisa responder é: DURANTE QUANTOS ANOS VOCÊ
ESTÁ DISPOSTO A SEMEAR?
Eliseu
Egidio Porto é Líder de Marketing Multinível.